Quais os objetivos da educação? A quem se destina? Como as transformações sócio-político-econômicas vêm influenciando a busca da qualidade na educação? Essas questões são abordadas nesta vídeo-aula.

[...] a sala de aula, a disposição das carteiras, o quadro negro, os uniformes, todos esses elementos poderiam ser entendidos como símbolos de determinados ritos escolares. A forma como os mesmos serão utilizados para estimular, arquitetar, ensinar, controlar, conscientizar etc. constituirão, por sua vez, os rituais de trabalho. Esses ritos não são necessariamente rotineiros, existe espaço para o novo, desde que alguns elementos básicos do rito sejam mantidos.(PORTO, p. 23 - 24)
A história da escola contemporânea e seus problemas e desafios.
Aula baseada no livro de: ESTEVE, José M. A terceira revolução educativa.
São três as Revolução educativas identificadas pelo autor:
A primeira discussão: a quem se destinava a escola na primeira revolução educacional: à aristocracia (filhos de nobres, reis.... pequena parcela da educação). A educação era individualizada (1 professor – 1 aluno).
Segunda revolução educacional: séc. XVIII: consolidação dos estados nacionais europeus. Primeiro marco: decreto que determina que a educação deve ser pública e sob responsabilidade do Estado.
Era uma escola com uma configuração arquitetônica muito similar à escola que temos hoje em dia (sala, 4 paredes, lousa, um professor, mais de dez alunos). O professor (detentor do conhecimento) transmite o conhecimento aos alunos. Nem todos tinham acesso a escola (legitimação da exclusão escolar). Poucos alunos por sala. Homogenização dos alunos (meninos, brancos, de uma mesma classe social, de mesma idade, sem dificuldades de aprendizagem – isso está vinculado com a estrutura sócio-econômica da época). Nem todos precisavam estudar (sociedade agrária).
Terceira revolução educacional: início do séc. XX (no Brasil, os últimos 30 anos): processo de universalização do acesso à escolarização (democratização das sociedades contemporâneas). Todos precisam estudar para trabalhar na sociedade (para ser “produtivo”). Inclusão das diferenças (sociais, econômicas, raciais, de gênero, religiosas, psíquicas, físicas, ideológicas), ou seja, a escola é para todos.
Reflexão:
Como vamos lidar com a inclusão?
Como vamos conciliar a acessibilidade com a equidade (reconhecendo as diferenças entre os iguais) com a qualidade na educação?
Como reconfigurar a escola planejada para dez por cento da população? Planejada para uma sala de quatro paredes?
Precisamos reinventar a escola. A escola pra todos não vai funcionar dentro do modelo criado no séc. XIX.
Os parâmetros arquitetônicos como o volume, as dimensões e a forma contribuem para a composição do espaço da sala de aula. As atividades desenvolvidas em sala de aula envolvem muito mais que escutar e escrever. Por isso, a forma geométrica deve ser projetada de maneira a atender um maior número de atividades, sem comprometer a comunicação entre professor e aluno.(AMORIM, 2007, p. 76)
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