Vídeo-aula 10: Interdisciplinariedade e transversalidade na educação

A UNIVESP TV produziu um programa especial para o curso “Ética, valores e saúde na escola”: Interdisciplinaridade e transversalidade na educação. Nesse programa, especialistas como Nilson Machado, Pablo Mariconda e Edgar Morin discutem conceitos como interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e transversalidade, e são apresentados exemplos de projetos escolares apoiados nessas concepções teóricas.




Um Encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos e colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos e tu ver-me-ás com os meus.

(J.L.Moreno)



A gente vem pra escola pra aprender a ler o mundo. Começa lendo um texto mas ler e compreender... é ler e compreender o mundo.

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Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a
viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da
nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais.
(Rubem Alves)

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A interdisciplinariedade surgiu como que chamando as disciplinas a tecerem entre si relações mais fortes.
A transversalidade foi uma reação à fragmentação disciplinar.

As disciplinas são integradas para que um tema específico, que não está no currículo escolar, possa ser estudado.

O trabalho é foco de pensamento, argumentação, discussão. Assuntos do dia-a-dia que não parecem muito importantes são considerados e tornam-se tema de aula.

Atividade relatada no vídeo: a atividade começa em sala de aula e depois os alunos vão a campo.

As aulas são mais dinâmicas e ligam-se entre si. Isso facilita o aprendizado. O aluno adquire melhor os conhecimentos e aprende a usá-los no dia-a-dia.

Busca por um currículo mais regionalizado.

O mundo não é dividido em disciplinas. A escola precisa fazer a ponte. Inicialmente fazendo a interdisciplinariedade para depois passar a transversalidade.

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Toca a campainha, é hora de pensar português. Toca a campainha, é hora de parar de pensar português e começar a pensar matemática. Toca a campainha, é hora de parar de pensar matemática e começar a pensar geografia. E assim por diante. O ritmo e a fragmentação das aulas está em completo desacordo com tudo o que sabemos sobre o processo de pensamento. Não é possível dar ordens ao pensamento para que ele pare de pensar numa coisa numa certa hora e comece a pensar em outra. (ALVES, 2001, p. 14)
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