Vídeo-aula 2: Os
 Caminhos
 da 
interdisciplinaridade - Ulisses Araújo

No caminho percorrido pela história das ciências, propostas interdisciplinares, multidisciplinares e transdisciplinares tiveram sua importância na construção de novos paradigmas. Nesta aula vamos tratar desse tema, e suas possíveis aplicações em sala de aula.





Base da aula: O pensamento simplificador (MORIN): três princípios fundamentais:
- disjunção: ver a realidade pela separação do todo em aspectos diferentes, o estudo pela separação dos diversos tipos de conhecimento, disciplinas, por partes.
- redução do complexo ao simples: analisar a parte como se ela fosse o todo.
- abstração: organizar o pensamento através de uma lógica matemática. O estudo de todas as partes contribui para a compreensão do todo.

O problema não está na separação para entender o todo, mas sim em tomar a parte como se fosse o todo.
Movimentos da ciência que procuraram superar a disciplinarização:
- Transdisciplinariedade: trans – além. Temáticas que ultrapassam a própria articulação das disciplinas.
- Multidisciplinariedade: multi – muitos. Um determinado fenômeno é estudado através do aporte de várias disciplinas. Não existe diálogo entre as disciplinas.
- Interdisciplinariedade: Fenômeno comum a duas ou mais disciplinas. As disciplinas dialogam.



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Interdisciplinariedade: quando existe troca e cooperação entre os profissionais envolvidos ou entre as áreas envolvidas, aí sim podemos chamar de trabalho interdisciplinar: não existe uma mera superposição de interesses mas uma verdadeira interação e o compartilhamento de ideias, opiniões e explicações.

Multidisciplinariedade ou polidisciplinariedade: ocorre quando determinado fenômeno a ser analisado solicita o aporte de vários especialistas de diferentes disciplinas para explicá-lo ou para tentar resolver o problema. O próprio fenômeno abordado, por sua complexidade, solicita que diferentes áreas do conhecimento interfiram em sua explicação.

Transdisciplinariedade: nesse caso, quando nos referimos a temáticas que ultrapassam a própria articulação entre as disciplinas. São temáticas que ainda não se consolidaram como áreas interdisciplinares ou polidisciplinares, pois as atravessam de tal maneira que não podem ser reconhecidas dentro dos já existentes campos do conhecimento. Na evolução do seu estudo, poderão até mesmo vir a constituir-se como novo campo disciplinar, mas sua característica básica é não encontrar assento em nenhum campo já construído.

ARAÚJO, U. F. Temas transversais e a estratégia de projetos. São Paulo: Moderna, 2003. (leitura páginas 5 a 25)
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